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Mostrando postagens de setembro, 2025

e ainda que o mundo não saiba...

 No silêncio que ninguém ouve, você me encontra. Não como um acaso, mas como o remédio que eu sempre soube precisar. Te cuido nos detalhes, nos conselhos, no toque, e você me prende nos olhos, nos gestos que dizem mais do que palavras. Sou porto e tempestade, segredo e claridade. E ainda que o mundo não saiba, a gente sabe. Não quero ser lembrança breve, nem promessa guardada. Quero ser teu refúgio constante, tua febre e tua cura, tua escolha sem dúvidas, mesmo que em silêncio.

Sua Cura

 Em meio ao silêncio de uma manhã quente e chuvosa de primavera, me pego pensando, outra vez, se tudo correu depressa demais. E no reflexo das minhas dúvidas, me pergunto se não é só cena, fantasias nascidas dos meus desejos voraz. Não quero ser para você apenas um passatempo, uma alegria breve que o vento carrega ligeiro. Quero ser teu refúgio, teu alento, teu abraço constante, teu porto certeiro. Que eu não seja apenas barco de vai e vem, uma onda curta no teu mar de alguém. Não quero ser festa que passa ao entardecer, quero ser teu remédio diário, que não pode esquecer. Quero poder gritar ao mundo que sou tua por inteiro, quero ser amada aos berros, e não em silêncio contida. Não quero ser teu segredo, nem promessa de janeiro, quero ser tua verdade, teu amor, tua vida.

Dúvidas

 O que fazer quando tudo é tão bom e a vontade é gritar para o mundo, mas a felicidade transborda em silêncio, porque o motivo é segredo? O que fazer quando a vida que chega nunca foi a vida que se teve, e cada instante novo faz o coração pulsar entre êxtase e desespero? O que fazer quando o sentir é um labirinto, sem mapa, sem certeza, quando o medo de errar é grande, mas a entrega é maior ainda? O que fazer quando os fantasmas do passado se levantam outra vez, quando o medo de repetir a dor sufoca até a alegria, e a felicidade parece algo que não se merece? O que fazer quando a fonte do riso e da dúvida, da esperança e da insegurança, não é posse, não é certeza, é segredo, é ruína, é prazer?