NADA
Talvez eu não seja capaz de ter um amor.
Nove anos de solidão não parecem suficientes.
Não sei o motivo de ainda estar só.
A fortaleza que me acompanha
já não me protege.
Não tenho força para explicar a ausência,
nem para justificar o silêncio.
Um motivo para não amar.
Um motivo para não ser amada.
No fim, não há resposta.
Só o nada.
Não sei.
Não vivo.
Não sinto.
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